15/02/2022

Cinco rotas para ressoar um consumo saudável

Estamos testemunhando um período, ainda em transição, que se caracteriza pela disrupção no ecossistema de consumo e bem-estar, alimentado por foco nos indivíduos, nas pessoas e no planeta. Hoje, o indivíduo tem o poder de tomar decisões que geram impactos positivos no seu bem-estar e na sua relação com o território em que vive e trabalha. Exige uma nova mentalidade e novas tecnologias que possam catalisar desejos mais personalizados e precisos.

Estamos abrindo caminho para evoluir de sistemas de consumo tradicionais para ecossistemas digitais. Os negócios que sustentam a cadeia de desejo do individuo precisam colaborar e trabalhar em conjunto com absoluta confiança, usando dados para conectar o atendimento às necessidades das pessoas.

Nesta transição, percebemos um paradoxo frustrante: a maioria dos consumidores relata atitudes positivas em relação a produtos e serviços ecológicos, mas muitas vezes parecem não querer seguir adiante. 

A boa notícia é que investidores têm colocado tais desafios sobre como alinhar os comportamentos dos consumidores com suas preferências declaradas na mesa dos negócios que geram impactos social e ambiental positivos.

Colocar a pessoa no centro é o primeiro passo. À medida que as pessoas buscam novas maneiras de aprender e assumir a responsabilidade por seu consumo ético e responsável, elas precisam da conexão com todas as facetas da sociedade, usando empatia, resiliência, respeito e transparência em todos os pontos de contato.

Aparentemente nunca houve um momento melhor para lançar uma oferta sustentável, como nos dias atuais. Os consumidores cada vez mais querem marcas que adotem propósito e sustentabilidade. 

De fato, um relatório recente [by Katherine White, David J. Hardisty, e Rishad Habib in Harvard Business Review – HBR] revelou que determinadas categorias de produtos manifestamente sustentáveis mostraram o dobro do crescimento de suas contrapartes tradicionais. Em uma pesquisa recente, consumidores  – 65% – disseram que querem comprar marcas voltadas para um propósito que defendam a sustentabilidade, mas apenas cerca de 26% realmente o fazem.

Determinar essa “lacuna de intenção-ação” é necessária e importante para atingir as metas de sustentabilidade do negócio, assim como para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Unilever estima que quase 70% de sua pegada de gases de efeito estufa depende de quais produtos os clientes escolhem e se os usam e descartam de maneira sustentável – por exemplo, conservando água e energia enquanto lavam a roupa ou reciclando recipientes adequadamente após o uso. 

Katherine White, David J. Hardisty, e Rishad Habib  identificam cinco rotas para acelerar um comportamento sustentável, uma diversidade de abordagens que podem afetar positivamente as escolhas de consumidores voltadas para um propósito social e ambientalmente sustentáveis.

1ª rota: Influência social

  • Vincule o comportamento desejado às normas sociais relevantes e éticas;
  • Mostre que outras pessoas estão se envolvendo no comportamento, por exemplo: um grande preditor se as pessoas instalarão painéis solares é se elas estão próximos vizinhos que instalaram painéis, ou seja, “as pessoas são influenciadas a instalar painéis solares por vizinhos próximos que o fizeram”;
  • Torne o comportamento público, por exemplo: pedir aos hóspedes de hotéis que sinalizem que concordam em reutilizar toalhas pendurando um cartão na porta do quarto. Com isso, há aumento da reutilização de toalhas em 20%;
  • Crie associações positivas com o comportamento;
    Promova uma competição saudável entre grupos sociais.

2ª rota: Bons hábitos, boas práticas

  • Torne o comportamento sustentável o padrão;
  • Use avisos e comentários para criar hábitos positivos, por exemplo: os negócios empresas podem usar recursos de design para eliminar hábitos negativos e substituir os positivos. A abordagem mais simples e provavelmente mais eficaz é tornar o comportamento sustentável a opção padrão.
  • Use incentivos de forma adequada.

3ª rota: Efeito dominó

  • Torne a primeira ação sustentável particularmente dedicada;
  • Estimule compromissos significativos com a mudança de comportamento;
  • Não permita que os consumidores sinalizem que são “boas pessoas” com um ato superficial.

4ª rota: Ou com o coração ou com o cérebro

  • Explore sentimentos de esperança e progresso;
  • Enquadre mensagens em termos do que pode ser perdido;
  • Ofereça informações concretas e faça referência a impactos locais;

5ª rota: Experiências em detrimento da propriedade

  • Considere modelos de negócios que oferecem experiências em vez de bens materiais;
  • Pense em como redirecionar seus produtos quando o consumidor terminar com eles.

Haroldo Rodrigues é sócio-fundador da investidora in3 New B Capital S.A. Foi professor titular e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Ceará.

08/02/2022

Como o Sistema B virou referência para a jornada ESG da Vedacit

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), atualmente, há 55% da população mundial vivendo em áreas urbanas e a expectativa é de que esta proporção aumente para 70% até 2050. E pasmem, a população mundial deve crescer em dois bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, passando dos atuais 7,7 bilhões de indivíduos para 9,7 bilhões em 2050.

As mudanças resultantes no tamanho, composição e distribuição da população mundial têm consequências importantes para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), as metas globalmente acordadas para melhorar a prosperidade econômica e o bem-estar social ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente.

A urbanização fornece a maior oportunidade para alcance dos ODS. Portanto, a ação empresarial é imprescindível. E sem as ferramentas certas para as empresas mapearem suas estratégias de impacto para modelos ambiciosos, mas mensuráveis, como saberemos se estamos realmente progredindo?

Restam apenas oito anos para atravessarmos a década pactuada. Trata-se de um esforço global para criar uma prosperidade compartilhada e durável para todas as pessoas. A visão dos ODS exige uma transformação profunda na qual os negócios devem não apenas participar, mas liderar – indo além do mapeamento dos negócios, como de costume, para repensar os modelos de negócios e usar sua voz coletiva para desencadear novas ações.

É crucial que as empresas desempenhem um papel de liderança nos ODS. É nesta direção que o Sistema B Brasil e o seu movimento B, cada dia mais, tornam-se inspirações colaborativas para líderes que catalisam os negócios como uma força do bem.

Então, pergunto: se não agora, quando?
Respondo: tem que ser agora!

Nada melhor do que o exemplo de um negócio familiar com 85 anos de atuação no Brasil, a Vedacit.

Desde 2020, a Vedacit tomou a decisão estratégica de investir em práticas sustentáveis recomendadas pelo Sistema B Brasil com a intenção de se tornar uma das referências em sustentabilidade na construção civil. Assim, sua jornada de sustentabilidade foi acelerada. O objetivo é alinhar gestão e práticas às recomendadas pelo Sistema B.

A Avaliação de Impacto B é uma ferramenta online que virou referência para a agenda de sustentabilidade da Vedacit. Foi desenvolvida pelo BLab global, organização internacional sem fins lucrativos que reconhece e certifica empresas por unirem o lucro ao impacto social e ambiental e que, no Brasil, é representada pelo Sistema B.

Veja só isso: em 2020, parte da remuneração variável de todos os executivos da Vedacit foi atrelada à implantação de práticas do Sistema B, além disso, foi aumentada a importância desta agenda nos contratos doravante, afirma o presidente da empresa.

Em 2021, a Vedacit foi ao Mercado Livre de Energia para comprar eletricidade somente de fontes renováveis. A fábrica de São Paulo é a primeira a ter a eletricidade consumida gerada totalmente por fontes renováveis, como usinas eólicas, hidrelétricas e solares. O objetivo pactuado é consumir 45% de energias renováveis e reduzir em 37% as emissões de gases de CO2 até 2025, evitando a emissão anual de 420,33 toneladas de CO2 em 2021.

Com o propósito de transformar a vida de milhões de pessoas, melhorando as condições de habitação, “fazendo da sua casa a nossa causa”, a Vedacit definiu seus critérios de atuação e, inspirada pelos protocolos ESG, estabeleceu metas para conectar conceitos e práticas de sustentabilidade com os negócios da empresa.

Entre ações desenvolvidas, destaco o compromisso da Vedacit de gerar produtos e serviços para baixa renda: até 2025 o objetivo é que 1,6 milhão de residências tenham acesso a reformas habitacionais, com assistência técnica acessível e qualificada. Isso só será possível com o trabalho em conjunto com parceiros que atuam nas comunidades e realizam trabalhos fundamentais.

Entre eles estão a Nova Vivenda, o Moradigna, a Digna Engenharia e diversos negócios de impacto com foco em habitação espalhados pelo Brasil. Eles possuem soluções que facilitam o crédito para a população de baixa renda, bem como contratam profissionais das comunidades para a realização do serviço.

Outro ponto fundamental é a parceria com a Artemisia e a Coalizão Habitação. Em 2020, a Vedacit participou da criação do Fundo Volta por Cima, iniciativa que concedeu empréstimos aos empreendedores(as) de negócios de impacto social de periferia e de outros grupos vulneráveis afetados pela pandemia.

Além dessas iniciativas, são práticas que merecem destaque:

  1. mapa cidades sustentáveis
  2. a aceleração negócios pelo futuro, ESG na prática, em parceria com o Quintessa
  3. preço social
  4. moradia dos colaboradores

Por tudo isso, a incorporação da agenda das Empresas B certificadas no coração da Vedacit é mais uma forma de manifestar o compromisso do negócio em gerar valor compartilhado para a sociedade. Na Vedacit, o momento é agora.

Haroldo Rodrigues é sócio-fundador da investidora in3 New B Capital S.A. Foi professor titular e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Ceará.

02/02/2022

Plástico: problema requer uma solução global

O plástico é um material com propriedades excepcionais. Além de ser versátil, barato e durável. Ou seja, apresenta propriedades únicas, o que o torna um excelente material para uma ampla gama de aplicações, inclusive para bens de consumo rápidos. O maior mercado de uso do plástico é o de embalagens.

Por outro lado, sua durabilidade também apresenta um desafio, principalmente quando vaza da cadeia de valor e se torna poluição, o que significa que não foi coletado, despejado, jogado no lixo ou foi descartado em aterros não controlados. Os plásticos persistem no meio ambiente por centenas de anos, causando danos à natureza e às pessoas.

De solução a problema, o plástico se tornou o maior desafio ambiental do século.

De acordo com o relatório “The Business Case for a UN treaty on Plastic Pollution”, da World Wildlife Fund (WWF), Ellen Macarthur Foundation e Boston Consulting Group (BCG), atualmente, mais de 11 milhões de toneladas de plástico estão fluindo para o oceano a cada ano e não há sinal de que as taxas de vazamento estejam diminuindo. E o pior, num cenário de negócios em transição, há lâmpada amarela de alerta ao setor, estima-se que o volume global de plástico que entra no oceano deve triplicar nos próximos 20 anos.

A não ser que todos os setores da cadeia sejam capazes de trabalhar juntos para eliminar o plástico desnecessário, mudando para modelos reutilizáveis, aumentando radicalmente os níveis de reciclagem e interrompendo os vazamentos no sistema atual, o plástico continuará poluindo os ecossistemas e resultando em danos ecológicos, sociais e econômicos significativos ao mundo.

Se a poluição plástica nos ecossistemas também impacta os negócios, a conscientização da sociedade sobre o problema está crescendo.

Muitas empresas estão enfrentando riscos de reputação à medida que os consumidores exigem respostas eficazes das empresas em toda a cadeia de valor do plástico. Além disso, os colaboradores estão cada vez mais procurando trabalhar em empresas com propósito social e ambiental positivos. Os investidores esperam que as empresas gerenciem sua “pegada plástica” de forma ética e responsável.

Os dados da Kantar, em colaboração com Europanel e GfKA, revelam que a poluição plástica está classificada entre as três principais preocupações ambientais globalmente.

Com a crescente evidência científica dos impactos ambientais e sociais da poluição plástica, o interesse das pessoas no tópico aumentou nos últimos anos: as pesquisas de tendências do Google por plástico tiveram um aumento dramático nos mercados, com um claro ponto de inflexão em 2017. O plástico passou a ser visto como o material mais negativo usado para itens de bens de consumo. A poluição plástica fica atrás apenas das mudanças climáticas em pesquisas globais sobre as preocupações ambientais mais urgentes, e ocupa o primeiro lugar na Ásia [fonte: Pesquisa BCG ao Consumidor].

As embalagens plásticas estão entre as principais questões ambientais, sociais e de governança (ESG) para empresas de alimentos, bebidas e bens de consumo embalados. Nos últimos anos, os principais investidores da cadeia de embalagens começaram a repensar suas teses de investimento, evoluindo seus modelos para garantir vantagem competitiva alinhada aos princípios da economia circular.

O plástico e as embalagens são identificados nas principais empresas de alimentos e bebidas como uma das questões ESG mais importantes a serem abordadas, importantes para as partes interessadas – internas e externas – e relevantes para o sucesso dos negócios a longo prazo.

É importante reiterar que as práticas ESG (ambiental, social e governança) são fatores-chave usados para medir a sustentabilidade e o impacto ético de um investimento em um negócio ou empresa.

Assim, investidores estão direcionando capital para empresas com foco em práticas sustentáveis. Esse crescimento é duas vezes maior em ativos sob gestão ESG do que ativos tradicionais.

Dada a urgência e a escala do desafio, e a necessidade de ampliar os esforços atuais, as principais empresas globais estão pedindo uma ação em conjunto. Mais de 70 empresas globais e fundos de investimentos lançaram recentemente – janeiro de 2022 – um manifesto, tendo como base o relatório já referido: “The Business Case for a UN Treaty on Plastic Pollution”, da WWF, Ellen Macarthur Foundation e BCG.

O manifesto aponta a necessidade de um tratado para combater a poluição plástica, além da importância de se estabelecer padrões globais e garantir que todos os países e negócios estejam cumprindo seus papéis. Há um convite para que mais empresas endossem publicamente o manifesto, pedindo a todos os estados membros das Nações Unidas que iniciem negociações sobre um tratado global sobre poluição plástica.

A necessidade de ação é urgente, assim como a necessidade de governos, empresas, fundos e sociedade, em toda a cadeia de valor do plástico, trabalharem juntos em uma escala sem precedentes. Não há mais tempo. O foco é o plástico. Um problema global que requer uma solução global.

Haroldo Rodrigues é sócio-fundador da investidora in3 New B Capital S.A. Foi professor titular e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Ceará.

26/01/2022

Como mensurar o valor social do investimento? Conheça o caso da Cogna Educação

Quando investimos dinheiro em uma empresa, esperamos que os benefícios resultantes do investimento sejam maiores do que o valor do investimento, isso é facilmente medido usando a metodologia contábil convencional.

Em outras palavras, quase sempre, a motivação do investidor em uma empresa é o ganho financeiro. Como resultado, os benefícios sociais decorrentes de um investimento na empresa não são mensurados.

Mas, e se a principal motivação do investidor for aumentar o bem-estar das pessoas que se beneficiam do negócio? Como um investidor pode determinar se o aumento do bem-estar é suficiente para justificar o investimento? Certamente esta é uma pergunta desafiadora e bem razoável para uma tomada de decisão.

Há mais valor numa empresa do que é mostrado em sua demonstração financeira. Devemos levar em consideração a forma como os colaboradores recebem valor: salários e benefícios, e se há aumento da autoestima e camaradagem com outros funcionários. Além disso, é importante conhecer se os clientes recebem e percebem valor dos bens e serviços fornecidos pela empresa.

E, como avaliamos esse retorno? À primeira vista, uma maneira comum é definir os propósitos do investimento, vis-à-vis aos objetivos da empresa e comparar os resultados com esses objetivos. Caso os objetivos sejam obtidos ou superados, os investidores podem entender que a empresa está cumprindo com o que foi pretendido.

No entanto, podemos aferir uma medida do valor criado por investimentos e o benefício total gerado? Sim. Para fazer isso, é preciso identificar a natureza dos benefícios e como seu valor pode ser quantificado. Classicamente, os benefícios de um investimento podem ser classificados da seguinte forma:

  • Benefícios econômicos da empresa, que resultam em melhor desempenho econômico para o negócio.
  • Benefícios socioeconômicos, que resultam em benefícios econômicos mensuráveis ​​para a sociedade.
  • Benefícios sociais, que proporcionam melhorias que não podem ser medidas.

Se o objetivo de um investimento é criar uma sociedade melhor, como é o caso dos negócios comprometidos com as boas práticas ESG, uma forma de avaliar o investimento é comparar o investimento com o valor dos benefícios resultantes, gerando um retorno social do investimento.

De acordo com Paula Fabiani, o SROI – Social Return on Investment, ou Retorno Social sobre Investimento, é um protocolo de avaliação que propõe uma análise comparativa entre o valor dos recursos investidos em um negócio e o valor social gerado para a sociedade com esse recurso. Para isso, aplica diversas técnicas para estimar o valor intangível de ativos que não podem ser comprados ou vendidos. Dessa forma, nos permite concluir que a cada R$ 1 investido, foram gerados R$ X em benefícios sociais, por exemplo.

Assim, fundos que investem para criar valor social usam o SROI como uma ferramenta de decisão de investimento, e, posteriormente, para avaliar o desempenho e mensurar o progresso através do tempo.

Um bom exemplo vem da Cogna Educação. Mas, antes é bom que se registre que em 2021, a empresa se tornou a primeira companhia do setor de Educação no Brasil a divulgar trimestralmente a evolução de 19 indicadores ESG, que seguem os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU) e critérios de materialidade.

A empresa educacional ampliou seus compromissos voluntários e certificações com a adesão ao Fórum de Direitos e Empresas LGBTI+, ao Instituto Ethos – passando a fazer parte do Grupo de Trabalho em Direitos Humanos & Integridade – e aos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs).

Porém, em 2020, de acordo com o Relatório de Sustentabilidade, a Cogna realizou, em conjunto com a consultoria Ernst & Young, o cálculo do seu SROI. O resultado divulgado expressa que de cada um R$ 1,00 investido, a Cogna gerou R$ 7,00 de retorno para a sociedade, ou seja, uma relação de 1:7.

Do SROI de 2020, alguns dados ainda relevantes para os investidores:

  • R$ 10,40 bilhões de impacto econômico anual na sociedade;
  • R$ 12,60 bilhões em ativos socioeconômicos; e,
  • 5 milhões de pessoas beneficiadas pelos ativos sociais da Cogna.

Outro ponto destaque da medição do SROI foi a valoração das frentes de contribuição social da Cogna. Foram classificadas em cinco grupos:

  • Acesso à Educação: Programas e/ou projetos que têm como objetivo promover e/ou facilitar o acesso da comunidade à Educação. Total de pessoas beneficiárias: 3.000.172.
  • Gestão da educação pública: Atividades sociais que têm como objetivo aprimorar a educação pública brasileira. Total de pessoas beneficiárias: 1.500.470.
  • Comunitária: atividades sociais que têm como objetivo promover a transformação social do entorno das unidades. Total de pessoas beneficiárias: 488.650.
  • Inserção profissional: Programa que tem como objetivo beneficiar a sociedade promovendo o acesso ao mercado de trabalho. Total de pessoas beneficiárias: 44.710.
  • Curricular: Atividades e projetos que têm como objetivo promover a transformação social por meio da disseminação de informações. Total de pessoas beneficiárias: 1.500.470.

Nada melhor do que definir o SROI como uma ferramenta estratégica ao negócio. Ainda que a relação custo-benefício seja o que geralmente atrai a atenção dos investidores, cada uma de suas etapas de mensuração é capaz de revelar dados potencialmente geradores de “estalos” que favorecem a tomada de decisão e a busca por impactos cada vez maiores e mais consistentes.

Haroldo Rodrigues

Sócio-fundador da investidora in3 New B Capital S. A. Foi professor titular e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza e presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Ceará.

13/07/2021

Construindo um novo propósito local: MiningPact

Os investimentos em iniciativas ESG não podem ser vistos como estratégias de posição, e sim como uma direção. Assim, investir em projetos da área da mineração é imprescindível para regenerar as pessoas em seus territórios degradados.

Read more

06/07/2021

A lente de gênero para a mobilidade sustentável

Alcançar a meta de sustentabilidade na mobilidade urbana também significa considerar as necessidades dos diferentes grupos de usuários. Adotar uma perspectiva de gênero emerge como uma tarefa desafiadora para os investidores do setor.

Read more

29/06/2021

O impacto positivo não exige perfeição, mas ética

Nenhuma empresa é perfeita. Cada empresa pode aumentar seu valor para a sociedade e/ou reduzir seus danos. O atendimento ao cliente sempre pode ser melhor, os produtos sempre podem beneficiar mais os consumidores, a produção sempre poderá usar menos recursos ou ser menos onerosa para o planeta, e assim por diante.Avaliar o impacto de um negócio na sociedade requer uma abordagem sistêmica que considere o que é bom e o que é ruim. Sem incorporar uma visão maniqueísta.

Read more

22/06/2021

Olhar atento dos millennials no S da agenda ESG

Durante a definição da melhor estratégia de investimento, millennials buscam responder a uma pergunta: o que meu dinheiro pode fazer além de apenas me dar mais dinheiro?

Read more

15/06/2021

Avaliar o impacto é papel de cada um de nós

Com melhores formas de medição e divulgação dos impactos corporativos, será mais fácil para investidores e consumidores escolherem onde apostar o dinheiro

Read more

08/06/2021

Direitos humanos e meio ambiente são dois lados da mesma moeda ESG

Infelizmente, o “social” fica atrás de outros elementos do ESG no desenvolvimento de estratégias consistentes e eficientes para medir o desempenho da empresa de uma forma que seja útil para os investidores.

Read more